Exemplo não tem idade



O que venho falar hoje não é apenas uma mensagem devocional. É um acontecimento muito recente. No domingo eu estava conversando com a minha mãe e ela disse que tinha que me contar uma coisa que aconteceu com uma das crianças lá da igreja. Bom, vamos aos fatos.
Desde o ano passado, o departamento infantil tem se preocupado com a conscientização das crianças sobre Missões. Para isso tem falado sobre o assunto e feito campanhas, coisas como venda de cartões, doces, marca-bíblias, entre outros, para arrecadar dinheiro para a Missão Caiuá (para os que não conhecem, a Missão Caiuá é um trabalho feito pela IPB e pela IPI, com sede em Dourados no MT, que consiste na realização de atividades sociais e evangelísticas entre tribos indígenas).  Tudo feito e administrado pelas próprias crianças contando com a ajuda de dois ou três adultos do departamento.
Depois de meses arrecadando o dinheiro que seria encaminhado à Missão,
chegou a hora de contar o que tinha sido arrecadado, e a líder do departamento infantil foi contar o dinheiro junto com sua filha, que tem 8 anos e estava firmemente empenhada nas campanhas realizadas. Ao terminar de contar, viram que o montante era de R$950,00. A menina então disse “Espera aí mãe, só falta R$50,00 para chegar a R$1000,00. E eu tenho 50 reais guardados lá em cima, vou lá pegar!”. Ela estava juntando dinheiro para comprar uma bateria ou um teclado. A mãe então disse “Filha, você não precisa pegar do seu dinheiro pra inteirar a oferta. A gente manda essa quantidade mesmo.” e a menina respondeu: “Não mãe, a gente vai mandar R$1000,00! Eu consigo juntar isso de novo depois. Eles precisam mais do que eu!” A menina então foi até seu quarto e pegou o dinheiro, inteirando os R$1000,00 de oferta para a Missão Caiuá. No domingo, minha mãe que é professora da EBD e já estava sabendo da história, resolveu compartilhar com as outras crianças e quando terminou de contar, a menina virou e disse “E Deus já me abençoou de volta! Meu avô ficou sabendo que eu dei os R$50,00 pra Missão e me deu R$100,00!”.
Que lição não? Mas eu vejo mais que uma lição aqui. Vejo o cumprimento de diversos mandamentos feitos a nós, seres humanos, em uma só ação. Vamos analisar a atitude da menina. Primeiro: Ela estava empenhada, trabalhando no serviço de Deus e estava, indiretamente, cumprindo o “Ide”. Isso porque mesmo que ela não esteja diretamente envolvida na pregação da palavra, ela estava, com certeza, possibilitando que o evangelho chegasse a lugares ainda inalcançados. Segundo: Ela, verdadeiramente, tem Jesus como prioridade em sua vida, tanto que ela reconhece a importância de fazer um pequeno sacrifício para que ele fosse apresentado à outras pessoas. Terceiro: Ela confia em Deus. Em momento algum ela questiona o fato de que conseguiria juntar novamente aquilo. Detalhe: ela não esperava ganhar o dobro do que deu, muito pelo contrário, eu tenho certeza de que ela esperava que fosse ter que se esforçar para conseguir aquilo de novo, mas ainda assim ela sabia, ela confiava, que Deus lhe daria a oportunidade de conseguir aquele dinheiro algum dia. Quarto e último: Ela reconheceu a benção quando a recebeu. Ela poderia muito bem associar seu ganho à sua atitude, achando que tinha ganhado porque foi boazinha, mas não, ela reconheceu que era Deus quem a estava abençoando.
O que eu tiro disso? Exemplos a serem seguidos independem de idade. E as crianças, que tantas vezes nós subestimamos, são capazes de nos dar os maiores ensinamentos. Que Deus abençoe essas crianças e nos faça perceber do que elas são capazes de fazer e de ensinar. E que sejamos humildes para aprender com elas.



Obs: E ainda tem gente que questiona a conversão de crianças. Há. Só lamento!



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